Cobertor ponderado para crianças: guia de segurança e pesos
Pode ser um grande aliado na rotina de sono de algumas crianças, mas é a categoria que pede mais cuidado. Aqui está o que pode e o que não pode.
A regra de ouro: a criança precisa tirar sozinha
Uma criança só deve usar cobertor ponderado se conseguir retirá-lo por conta própria, sem ajuda e a qualquer momento, inclusive meio dormindo. Por isso nenhum fabricante sério recomenda para menores de 3 anos, e por isso o peso deve ficar em torno de 10% do peso da criança, sem passar disso: criança de 20 kg, cobertor de 2 a 3 kg; de 30 kg, cerca de 3 kg; de 40 kg, de 4 a 5 kg.
Quem não deve usar
Bebês e menores de 3 anos, em hipótese alguma. Também ficam de fora, salvo indicação expressa do pediatra ou terapeuta ocupacional, crianças com apneia do sono, problemas respiratórios ou cardíacos, refluxo grave ou mobilidade reduzida. Se o cobertor for cogitado como apoio em autismo ou TDAH, a decisão do peso é do terapeuta que acompanha a criança, não de uma tabela da internet.
As primeiras noites, com supervisão
Comece com 15 a 20 minutos antes de dormir, sobre as pernas ou o corpo (nunca sobre a cabeça, nem enrolando a criança). Se ela gostar e dormir tranquila, pode deixar a noite toda, conferindo se o cobertor não subiu para perto do pescoço. E respeite o veredito da criança: se não gostou, não insista. O cobertor é ferramenta de calma, não obrigação.
Perguntas frequentes
Que tamanho compro para uma criança?
Um que cubra o corpo sem sobrar demais nas laterais da cama — em geral, cerca de 90 × 120 cm bastam. Se sobrar muito, o peso se perde fora do corpo e o cobertor escorrega para o chão.
Posso usar meu cobertor de adulto no meu filho?
Não: os seus 10% não são os dele. Um cobertor de 7 kg sobre uma criança de 25 kg é quase 30% do peso dela, muito acima do recomendável.